terça-feira, 20 de julho de 2010

Me lembro de sorrir a cada palavra que você dizia. Me lembro de esperar ansiosamente pra te ver. Me lembro também de ver tudo isso desmoronar bem na minha frente.
Nunca fui de expor o que sinto pro mundo que julgo tão ignorante, não culpo as pessoas por muitas vezes (lê-se sempre) mentirem sobre seus sentimentos mas, pra que ir tão longe?
Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, canções que me comovem... Paixões que nem me lembro mais, respostas que nunca acharei.
Meu mundo se resume a algo que sinto falta mas nunca vivi. Onde não me enxergo, mas consigo sentir.
Um lugar onde só eu sei que quanto mais digo que quero ir embora, é quando eu mais quero ficar.
Ou talvez não, talvez eu precise mesmo dar um tempo pra tudo isso.

domingo, 18 de julho de 2010



Eu não sabia explicar. Nunca havia me sentido tão completa como naquele dia. Todos os dias de espera e tristeza sumiram. Aliás, não só sumiram...Era como se nunca tivessem aberto aquele buraco em meu peito. Finalmente o sangue quente escorria rapidamente pelo meu corpo e minha mente foi tomada pela ansiedade e emoção do momento. Seu toque era a melhor coisa do mundo. Mesmo sem saber o que dizer, eu poderia ficar lá a noite toda, procurando palavras pra tentar descrever o que sentira. Mas foi em vão, minhas tentativas frustradas de assumir a maior humildade e confessar ali mesmo, que precisava de você me comoviam. Tive que me despedir alguns minutos mais tarde. Um último abraço. Eu queria que não, mas aquele abraço tinha cara de despedida. Tentei achar um jeito confortável de me prender a você naquele abraço. Engraçado, eu me sentia ainda mais baixa que o normal perto de você. Não cronometrei o tempo, mas posso confessar que aquilo era tão bom.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Era um fim de semana qualquer. Levantou-se da cama e olhou no relógio. 09:30 AM. Mais uma noite que não conseguia dormir direito.
O que estava acontecendo com ela? Já havia semanas que suas noites não eram completas. Sonhos estranhos e inacabados.
Vestiu-se com o moletom que havia deixado sobre sua escrivaninha, calçou uma calça jeans velha e chinelos. Fazia muito frio, e mesmo assim ela saiu de casa, na tentativa de se livrar de seus pensamentos.
E quanto aquela história de que relacionamentos acabam e músicas ficam... Ela ouvia a deles a todo momento e isso era inevitável. Querendo se enganar ou não ela sentia falta daqueles olhos. Podiam não ser daqueles olhos, mas sim daquele olhar que ele fazia quando a via vindo em direção a ele.
Podia não ter sido tudo aquilo, aquele dia, aquele beijo. Mas na memória dela era bem mais que isso.
Até hoje não consegue saber se isso é bom ou ruim mas, ela esconde o que sente. Nunca foi daquelas que melhor se expressam e sim daquelas que esconde seu próprio medo em si mesma se mostrando algo que não é. Se afastando daquilo que no momento é o que mais quer ficar perto.
Já pensou em dizer a verdade, mas isso não dura mais que 5 minutos. Parece confortada com sua dor, afinal... enquanto ninguém sabe, ninguém mexe na ferida.
Ela sabe -ou pelo menos acredita- que é assim. Sufocados enquanto escondidos e perigosos quando revelados.

sábado, 19 de junho de 2010

Logo eu, logo comigo.
As coisas não são mais as mesmas de antes. Sorrisos antes espontâneos -e verdadeiros-, hoje você esconde. Hoje você os escondeu tão bem que não consegue mais acha-los.
Você se pergunta o que aconteceu e se culpa por ter permitido que roubassem sua felicidade. Sua identidade, sua marca registrada.
Mas por um lado, parece melhor não é? Eu sei que parece muito mais fácil abraçar a dor e ficar aí. Sentado na cadeira intupindo essa mente de mentiras, tentando se enganar, derramando uma lágrima ou outra e se perguntando o porque de tudo isso ter acontecido.
Seria você forte o bastante para levantar, juntar os restos e recomeçar?
Perdi um sonho e acordei chorando. Logo eu, que adoro sorrir...

domingo, 13 de junho de 2010